quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Despedida

Bom, já ganhei minha nota em Comparação Comparada e Multimeios. Logo, não tenho motivos para alimentar mais este espaço. Contudo, tenho um outro blog, o Cinematoca, que atualizo freqentemente, escrevendo sobre filmes e afins.

É isso.

Considerações finais:

- Feliz natal e próspero ano novo a quem ainda passar por aqui!
- Não irei ao show do Kraftwerk, com fechamento daquela banda, o Radiohead (algumas pessoas devem ter notado que o fundo do título do blog é de Hail to the Thief e a fonte foi livremente inspirada em In Rainbows, não?).
- Abraço aos rapazes e beijos às garotas.

See ya!


Rafael Ferraz
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Resenha crítica: Todos os Homens do Presidente


Correr atrás de fontes, apurar e produzir a própria notícia é algo raro, hoje em dia, tempo da internet e das assessorias que já mastigam a informação, para o profissional da redação apenas adequá-la a sua realidade.

O longa “Todos os Homens do Presidente” retrata o lado investigativo da notícia. Dois jornalistas, o experiente, mas prestes a ser mandado embora, Carl Bernstein (Hoffman) e o novato Bob Woodward (Redford), se unem para averiguar um fato aparentemente banal: o assalto ao prédio Watergate, onde fica o escritório democrata da campanha política em vigor naquele momento, por um grupo de civis. Tal notícia iria para as páginas policiais e depois seria esquecida, mas, graças à dupla, que suspeitava de inconsistências no acontecimento, ela, tempos depois, acabou derrubando Richard Nixon, o presidente republicano que conseguiria sua reeleição. Seu partido fora acusado de plantar escutas no lado rival, estando sempre à frente na briga eleitoreira, de maneira nada louvável.

Bernstein e Woodward começaram a investigar os assaltantes e encontraram uma imensa lista de nomes, todos envolvidos com comitê de reeleição de Nixon. Tentaram entrevistar um a um; muitos se recusaram a dar qualquer palavra, consolidando as suspeitas, como se alguém tivesse ordenado a ficarem calados. Isso é demonstrado na cena em que Woodward fala com uma bibliotecária, ao telefone, que afirma possuir a ficha de um sujeito investigado para, depois, mudar gradualmente seu veredicto, encerrando com uma afirmação totalmente oposta.
O Jornalismo é mais desmistificado em “Todos os Homens do Presidente”, já que os dois personagens principais buscam algo que nem sabem se obterão êxito. Graças à confiança de seu editor, eles tiveram apoio para ir até o final, peitando até autoridades (a CIA estava envolvida nisso também), que faziam de tudo para denegrir a imagem do jornal. Contudo, os acusados não justificavam as supostas falsas informações. Não tinham por onde escapar.

Os profissionais braçais da comunicação retratados aqui são pontuados por insistência e paciência. Muitas vezes, passam a noite em claro e tem até sua segurança ameaçada. Precisam ter um ótimo domínio oral para conseguirem as informações que desejam, sem manipular, é claro. Se uma fonte está hesitante, basta mudar um pouco de assunto, desarmando-a, e voltando ao anterior, para dar o bote certeiro. Pode parecer uma tarefa fácil, mas não é. Apesar de possuírem o chamado “faro jornalístico”, os dois personagens tiveram sorte. Não é a toa que o órgão de imprensa é chamado de “quarto poder”: aquele que fiscaliza a sociedade e denuncia o que fere os interesses do povo. Claro que isso nem sempre é usado para o bem. Bernstein e Woodward são modelos morais e éticos, já que até no relacionamento com uma fonte anônima, o famoso “Garganta Profunda”, eles checam em outros lugares, oficiais, as informações que acabaram de receber. Isso não impede de um deles ser simpatizante do partido de Nixon. Se tiverem isenção da hora de trabalhar, o conflito de interesses fica em segundo plano.

No fim, tem-se um plano da redação do Washington Post, onde dos dois personagens trabalham. A televisão está esmiuçando o caso que só este jornal se interessou, anteriormente; Nixon aparece e se diz inocente. Enquanto isso, Bernstein e Woodward aparecem ao fundo, continuando a trabalhar, tentando mostrar que essa credibilidade recém-adquirida não foi por acaso.

O mundo continua girando e esses profissionais têm que continuar pinçando o que é relevante e de interesse ao seu leitor. Quem está conformado com informações mastigadas, que impulsionem somente a um lado, sai perdendo por sua passividade. Contestar sempre é a solução. O senso crítico não vem só do “formador de opinião”, mas também de seu público.

“Todos os Homens do Presidente” exibe uma ótima dinâmica de seu elenco, sendo realizado apenas alguns anos depois do ocorrido em Watergate. Pena que esse tenha sido o único ótimo trabalho do diretor nova-iorquino Alan J. Pakula (“Inimigo Íntimo” e “O Dossiê Pelicano”). Ao menos, ele conseguiu influenciar outras obras, como “O Quarto Poder”, de Costa-Gravas, e “O Informante”, de Michael Mann, e retratar um bom exemplo aos estudantes de comunicação de todo o mundo. Um acontecimento assim não merece ser esquecido.
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(All the President's Men, EUA, 1976) Dirigido por Alan J. Pakula. Com: Dustin Hoffman, Robert Redford, Jack Warden, Martin Balsam, Hal Holbrook, Jason Robards.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Faixa News

Eis o jornal, feito na aula de Projeto Gráfico, com notícias bem fresquinhas (a morte do ex da Susana Vieira está lá). O nome foi inspirado no álbum Abbey Road, dos Beatles, como vocês irão perceber na arte do título.


O arquivo completo, em PDF, pode ser baixado aqui. Tive que pegar o InDesing para fazer isso. O PageMaker parecer ter vindo da Idade da Pedra, por não conseguir fazer uma operação tão simples (pedia pra configurar o Distiller, PostScript e não sei mais o quê; cansei de procurar tutoriais no Google).

Mas tudo foi feito no PageMaker. Na transição de programas, alguma coisa foi modificada (como as imagens. muitas em qualidade sofrível), mas acho que dá para ter uma idéia do resultado final. Eu gostei.

Enjoy.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

NP: Nada Mais Que A Verdade

O Notícias Populares era um jornal, como o próprio nome diz, para as massas. Estampava manchetes de duplo sentido e fotos de "mau gosto". Foi criado em 10 de outubro de 1963 e, até seu fim, em 20 de janeiro de 2001, manteve um público cativo. Como produto da Folha da Manhã, sempre foi visto como patinho feito da empresa. Já foi ensacado e seus leitores mais ilustres sempre apareciam na redação. Este trabalho feito pela PUC de Campinas, em forma de documentário e dividido em três partes, entrevista os ex-funcionários, descobre histórias inusitadas e resgata a memória de um tipo de jornal que não existe mais na cidade de São Paulo.

Parte 1


Parte 2



Parte 3

domingo, 7 de dezembro de 2008

Programa de rádio


Eis aqui o segundo programa de rádio feito pelo meu grupo (além de mim, Anderson, Amauris e Talita), intitulado de "Tudo é Notícia". Falamos, nessa edição, de Ingrid Betancourt, a exclusão do futebol peruano pela FIFA, desmatamento na Amazônia, entre outros.

Nas reportagens, falamos sobre o mercado de livros e turismo. O segundo, perante a crise econômica. Curiosamente, esta semana, o Jornal da Globo, com William Wack e Cristiane Pelajo, abordou o mesmo tema.

Na entrevista ao vivo, conversamos sobre o manifesto do ator Pedro Cardoso, sobre a nudez em filmes e novelas.

Está bem interessante. Segue o link. O programa pode ser ouvido na própria página ou baixado no próprio PC.

Donwload

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

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Estreamos!

Postagens a partir de hoje. Quiçá, até amanhã.